Ministério Público pede adiamento de Júri Popular do caso Camila/Lopes
O crime que aconteceu no ano de 2022 comoveu a população ji-paranaense.
Teve início nesta manhã de terça-feira, 19 de novembro, no Fórum Desembargador Sérgio Alberto Nogueira de Lima, o Júri Popular que iria decidir o futuro do empresário Adalton da Silva Lopes, apontado pelo delegado da Polícia Civil como autor do homicídio que vitimou a jovem Camila Barros Dias de 20 anos, em janeiro de 2022.
De acordo com a Polícia Civil, Camila e outros dois amigos teriam ido de carro até a propriedade do empresário, onde funciona um depósito de areia na zona rural do município, e estavam fazendo “cavalo de pau” em uma caminhonete, quando Lopes apareceu e fez vários disparos de pistola em direção ao carro.
Camila chegou ser socorrida a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Após o início do Júri o Promotor de Justiça Dr. Pedro Wagner, pediu o adiamento, visto que a defesa do acusado pretendia apresentar uma prova que poderia mudar os rumos da conclusão do Inquérito Policial que investiga o caso.
O MP ainda defendeu que tais provas (vídeo do momento do crime) não teria sido analisado e periciado para então ter validade processual.
Já a defesa alega que procurou o delegado responsável pela investigação para acrescentar as provas que havia obtido as quais mudaria o desfecho do inquérito, mas o delegado informou que não tinha aparato policial para fazer a escolta de Lopes para tal, até à delegacia.
O Ministério Público também pediu a prisão preventiva do acusado Adalton da Silva Lopes, o que foi negado pelo juiz, Dr Valdicir Ramos que presidiu o julgamento.
O juiz ainda alegou que Lopes tem bons antecedentes e que vem cumprindo as medidas cautelares (tornozeleira eletrônica).
O novo Júri Popular foi remarcado para a próxima temporada no ano de 2025.
Clique aqui e siga Ji-Paraná News no WhatsApp