Homem desaparecido é encontrado morto dentro de poço em Ji-Paraná

Homem desaparecido é encontrado morto dentro de poço em Ji-Paraná

As investigações sobre o assassinato de José, de 65 anos, seguem revelando detalhes que chamaram a atenção das autoridades. Após a confissão de Pedro Gabriel, conhecido como “Ligeirinho”, policiais realizaram buscas em uma área de mata indicada por ele, no final da Rua Oliveira, no bairro Novo Horizonte.

No local, foram localizados uma garrafa com um material com características de sangue, que foi recolhida e encaminhada para análise pericial. Devido às circunstâncias em que os materiais foram encontrados, a polícia trabalha com diversas linhas de investigação, incluindo a possibilidade de que haja alguma ligação com ritual, hipótese que ainda será confirmada ou descartada com o avanço das investigações e os laudos periciais.

Ao ser questionado, Pedro Gabriel teria confessado o crime. Conforme sua versão apresentada à polícia, ele e José mantinham um relacionamento e, após um encontro entre os dois e uma discussão ocorrida depois de um ato sexual, ele teria agredido o idoso com uma paulada na cabeça. Em seguida, ainda segundo o relato do suspeito, utilizou uma faca para desferir golpes contra a vítima, causando sua morte.

Após o homicídio, Pedro Gabriel relatou que utilizou uma faca e um facão para esquartejar o corpo. Ele afirmou que tentou colocar os restos mortais em uma mala para retirar do local, mas, sem sucesso, lançou o corpo em um poço existente na residência.

Durante as buscas realizadas em uma área de mata indicada pelo suspeito, equipes policiais localizaram órgãos da vítima que teriam sido descartados no local. Conforme informações apuradas, alguns órgãos, entre eles o fígado, não teriam sido localizados até o momento, fato que passou a ser analisado pelas autoridades.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a existência de vídeos no aparelho celular de Pedro Gabriel. Segundo a ocorrência, as imagens mostravam José já sem vida e o suspeito exibindo órgãos retirados do corpo. Um dos vídeos também teria sido enviado para outra pessoa, que foi localizada, conduzida à delegacia para esclarecimentos e teve o aparelho celular apreendido.

Todos os objetos relacionados ao caso foram apresentados na UNISP, e a Delegacia de Homicídios segue responsável pela investigação, que busca esclarecer todos os detalhes e a real motivação do crime.