Enquanto Lula volta a defender o PCC e CV após o G7, Flávio lança programa de governo e diz que as facções serão declarados narcoterroristas
Senador e pré-candidato à Presidência participou do evento “Brasil sem Medo”, em São Paulo, em que apresentou um plano com 12 medidas para a segurança pública.
O presidente Lula voltou a causar indignaçao nos brasileiros ao defender o PCC e o Comando Vermelho durante coletiva após o G7, evento em que tentou se aproximar de Donald Trump.
Lula protagonizou um vexame diplomático — Trump o ignorou repetidamente, inclusive durante a foto oficial —, e o presidente brasileiro ainda aproveitou a coletiva para alfinetar os americanos, numa tentativa clara de chamar a atenção do líder americano.
O resultado foi o oposto: além do mico, Lula revoltou os brasileiros com a seguinte declaração:
"Eu tinha falado para eles: essas facções criminosas são terroristas para o povo brasileiro, para o povo das comunidades no Brasil. Não são terroristas como você pensa. Eles não querem brigar e derrotar o Estado, eles não querem criar um outro Estado, eles querem dinheiro. Então é diferente. Mesmo assim, não o Trump, mas o Marco Rubio anunciou isso."
Já o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse nesta quinta-feira (18), que pretende declarar organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele participou do evento “Brasil sem Medo”, em São Paulo, em que apresentou um plano com 12 medidas para a segurança pública.
"Terrorista vai ser tratado como terrorista. Vamos declarar PCC, Comando Vermelho e milícias e todas as outras facções como organizações narcoterroristas. Eles serão perseguidas com força e inteligência para que os seus líderes sejam presos e os seus negócios ilícitos sejam asfixiados", disse Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, para realizar esse combate é preciso cooperação intensa com outros poderes, mas também com o governo de outros países. Para Flávio, o atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva (PT), "perdeu uma grande oportunidade" de fazer grandes acordos internacionais para fortalecer o combate ao crime no País e não fez isso por que é "incompetente ou cúmplice das organizações terroristas".
Confira o plano de segurança pública “Brasil Sem Medo”, na íntegra:
• Classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas;
• Reduzir a maioridade penal para 16 anos;
• Construir 5 presídios de segurança máxima no modelo de El Salvador;
• Implementar castração química para condenados por abuso sexual;
• Adotar tornozeleira eletrônica para todos os agressores de mulheres com medida protetiva ativa;
• Criar um sistema nacional de reconhecimento facial com 1 milhão de novas câmeras;
• Redirecionar recursos de famílias de detentos para famílias de vítimas;
• Acabar com a progressão de regime para crimes hediondos;
• Criar o Sistema Nacional de Fronteira com tropa de elite das Forças Armadas;
• Manter ocupação permanente dos portos de Santos e Paranaguá pela Marinha;
• Quadruplicar a pena para roubo e revenda de celulares;
• Dobrar os investimentos federais em segurança pública, atualmente em 0,4% dos gastos do governo.
Com informações de Estadão/Band/Thalitamoemo