Após cafezinho com Lula, Moraes tenta tirar investigação de Lulinha das mãos de Mendonça, mas manobra fracassa
A manobra consistiu em um pedido da Polícia Federal para que o procedimento fosse desmembrado e redistribuído por sorteio, retirando a condução de André Mendonça. Como presidente do STF, Alexandre de Moraes aceitou a solicitação e determinou a redistribuição. No entanto, por ironia do destino, o sorteio acabou colocando o procedimento novamente nas mãos de Mendonça, frustrando a tentativa de afastá-lo da investigação.
Um dia após o café entre Lula e Alexandre de Moraes, uma manobra nos bastidores do STF tentou retirar das mãos de André Mendonça o caso do INSS que envolve Lulinha.
A Polícia Federal pediu à Presidência da Corte que um procedimento separado fosse distribuído por sorteio, abrindo caminho para afastar Mendonça da apuração. Como Edson Fachin estava afastado da Presidência durante o recesso do Judiciário, cabia ao vice-presidente Alexandre de Moraes comandar interinamente o STF. Foi nessa condição que Moraes aceitou o pedido, justamente quando seu encontro com Lula ainda repercutia nacionalmente.
A sequência dos fatos é grave demais para ser tratada como simples coincidência. Primeiro, Lula chama Moraes para um café. No dia seguinte, surge uma tentativa de mudar o relator de um caso sensível que alcança o filho do presidente. O movimento tinha endereço certo: tirar a investigação das mãos de André Mendonça.
Mas, por pura ironia do destino, a manobra fracassou. O sorteio colocou o procedimento justamente nas mãos de Mendonça, o ministro que tentavam afastar.
No fim, a tentativa de interferir no rumo do caso produziu o efeito contrário. Em vez de proteger Lulinha e esvaziar a atuação de Mendonça, o episódio aumentou ainda mais as suspeitas, ampliou a repercussão e colocou novos holofotes sobre uma investigação que o poder claramente preferia manter longe dele.
Via: Instagram eomundooficial
Por: Karyston Franco