Acordo com o Diabo: CNBB se aproxima do governo Lula e escancara colaboração política com a esquerda
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assinou um protocolo de intenções com a Secretaria-Geral da Presidência da República para ampliar a cooperação em políticas públicas relacionadas à moradia. O acordo prevê a aproximação entre pastorais católicas e o governo federal, incluindo ações de formação, divulgação de políticas habitacionais e acompanhamento de conflitos fundiários. A assinatura contou com a participação do ministro Guilherme Boulos.
O problema está no limite dessa aproximação. A Igreja pode e deve defender a dignidade humana e ajudar os pobres, mas isso não significa que deva transformar suas pastorais em parceiras políticas de um governo de esquerda.
E existe uma questão que os católicos não podem simplesmente esquecer. A Igreja condenou historicamente o comunismo e as ideologias ateias e totalitárias associadas a ele. A encíclica Divini Redemptoris, de Pio XI, afirmou que não se deveria colaborar com o comunismo em iniciativas que contribuíssem para sua expansão. O Catecismo também rejeita as ideologias totalitárias e ateias associadas ao comunismo e ao socialismo.
É importante fazer uma distinção: o PT não se define oficialmente como partido comunista, mas seu próprio estatuto afirma como objetivo construir o “socialismo democrático”, e documentos recentes do partido reafirmam esse horizonte socialista.
Por isso, a questão precisa ser colocada aos bispos: até onde vai a cooperação pastoral e onde começa a colaboração política com um projeto ideológico incompatível com princípios fundamentais da tradição católica? Defender moradia digna é perfeitamente legítimo Entregar a estrutura pastoral da Igreja à agenda política de esquerda é outra discussão.
fonte: @Instagram osentineladosul