Confúcio Moura acompanha Senadores petistas e não assina Pedido de CPI para investigar Banco Master e Ministros do STF

Confúcio Moura acompanha Senadores petistas e não assina Pedido de CPI para investigar Banco Master e Ministros do STF

O pedido de criação de uma CPI para investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso Banco Master foi apresentado no Senado sem o apoio de integrante do Partido dos Trabalhadores (PT) e alguns senadores aliados de Lula, porém de outros partidos. Um exemplo é o do senador por Rondônia Confúcio Moura, do MDB, aliadissimo de Lula.

Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor da iniciativa, até o início da tarde desta segunda-feira (9), 33 parlamentares haviam assinado o requerimento — número mínimo necessário para protocolar a proposta.

Na lista divulgada pelo senador não aparece a assinatura de nenhum dos nove senadores do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição nas eleições de 2026.

Mais cedo, a esposa de Moraes, Viviane Barci, admitiu pela primeira vez ter negócios com o Banco Master. Segundo nota do Barci de Moraes Sociedade de Advogados, o escritório teve 94 reuniões de trabalho e produziu 36 pareceres e opiniões legais durante a vigência do contrato.

Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) consultados em reserva pelo Valor afirmam que os novos desdobramentos sobre o Banco Master colocaram a Corte de vez no centro de uma crise e ampliaram questionamentos em relação à atuação dos ministros. Desta vez, quem virou alvo de críticas e suspeitas foi Alexandre de Moraes, que pode sair enfraquecido assim como Dias Toffoli, enquanto André Mendonça, relator das investigações sobre o banco, pode se fortalecer. O caso seguirá tendo novas repercussões: na próxima sexta-feira (13), a Segunda Turma analisa a decisão de Mendonça que prendeu Vorcaro.

Integrantes do STF afirmam que a reportagem que cita Moraes amplia um novo tipo de crise, que não é motivada por decisões, mas pela conduta individual de ministros. Um dos integrantes do STF consultados fez um paralelo entre o que ocorre na Corte e suspeitas até então mais comuns contra parlamentares. Segundo ele, o Supremo nos últimos anos foi o mais estável dos Poderes e conseguiu se manter assim mesmo em período de crises.

                 

𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍𝒊𝒔𝒕𝒂 𝑽𝒊𝒄𝒕𝒐𝒓𝒊𝒂 𝑩𝒂𝒄𝒐𝒏