Lula é a Crise do Brasil

Essa transmutação do Brasil num vasto curral de mendigos e marginais jamais teria se consolidado sem o trabalho de corrupção das almas operado pela nossa intelligentsia. Uma legião de professores militantes, jornalistas de redação e estudantes que não passam de analfabetos funcionais, passou a cultuar o bandido, o drogado e o marginal como se fossem heróis da resistência social.

Lula é a Crise do Brasil

A grande mídia insiste em culpar a polarização, a corrupção — no seu sentido mais abstrato e indefinido, não o aparelhamento de instituições de Estado e a compra de consciências — e o populismo pelo fracasso no desenvolvimento da economia nacional. 

Também pela situação alarmante da segurança pública e pela crise política. Estranhamente, o fato de o país ter na presidência da nação um partido que chegou ao poder por meios espúrios, acomodou o grande capital e entregou ao crime organizado o controle territorial de porções extensas de terra, não é apontado como o grande fator responsável pela crise do Brasil.

Na verdade, segundo os editoriais, artigos e análises das vozes do establishment, o Brasil está naufragando porque o cidadão comum, revoltado com o processo de lumpemproletarização geral do país, o domínio do crime organizado nas ruas e a perda do poder de compra, está apenas à espera de uma alternativa para o PT.

A população que quer expurgar o PT e ver-se livre dos políticos que permitiram sua hegemonia é que é vista como a verdadeira culpada pela crise nacional.

A verdadeira luta de classes no Brasil passou a léguas do velho teatro marxista de operários contra patrões. O embate real, operado sob a batuta do Foro de São Paulo, dá-se entre o lumpemproletariado — a escória marginal e improdutiva que o próprio Karl Marx abominava — e a esmagadora maioria da população, especialmente a classe média e o operariado autêntico. Nessa aliança macabra, a cúpula do Partido-Estado uniu-se, no topo, aos oligarcas monopolistas, às fundações bilionárias e, na base, aos delinquentes, bandidos e marginais filiados ao crime organizado — crime organizado este que foi estruturado e armado pelo Foro de São Paulo e hoje, como foi dito, domina faixas extensas de território brasileiro. 

É inegável essa relação: o Foro de São Paulo trabalhou politicamente pelo domínio de seus bandidos de estimação. Asfixiam o produtor, destroem a indústria nacional e drenam a poupança da sociedade para empurrar contingentes cada vez maiores de indivíduos para o fosso da indigência. O lumpesinato não é o fracasso do projeto petista; é a sua base de sustentação militar e eleitoral, a condição fundamental para que o governo reine absoluto sobre um povo fraco, desarmado e humilhado.

Essa transmutação do Brasil num vasto curral de mendigos e marginais jamais teria se consolidado sem o trabalho de corrupção das almas operado pela nossa intelligentsia. Uma legião de professores militantes, jornalistas de redação e estudantes que não passam de analfabetos funcionais, passou a cultuar o bandido, o drogado e o marginal como se fossem heróis da resistência social.

As digitais do partido estão visíveis por toda a parte; seja qual for o setor analisado no Brasil, lá estão as marcas que caracterizam o projeto de lumpemproletarização arquitetado e executado pelo PT. Desde a veneração de figuras deploráveis através da indústria cultural, passando pela corrupção generalizada, como a do caso master, até o controle territorial que o tráfico de drogas vem exercendo no país.

Em tudo isso é possível ver as digitais do petismo. Não é possível chegar a outra conclusão que não seja a de que Lula no poder é a verdadeira crise no Brasil. Não há crise geopolítica, polarização ou desastre natural que se compare à desgraça planejada e executada pelo PT para o Brasil.

Fonte: Observatório Brasil Soberano