Governo Lula tenta esvaziar Investigação do Banco Master
O caso Master está chegando perto demais do PT. Resultado? O Ministério da Justiça mandou a PF tirar delegados que trabalhavam direto com o ministro André Mendonça no STF inclusive quem tocava os inquéritos do Master e das fraudes do INSS.
De acordo com diversas reportagens publicadas nos últimos dias (19-20/06/2026), o Ministério da Justiça enviou ofícios em 17/06 solicitando o retorno de delegados da PF cedidos a outros órgãos, assinados pelo secretário-executivo Ademar Borges.
A medida alegou como pretexto reforçar o efetivo da PF no combate ao crime organizado, conforme diretriz presidencial anunciada por Lula em abril.
Principais pontos:
• STF foi poupado (pelo menos por ora) : O governo recuou ou excluiu o Supremo da lista inicial. Isso permitiu que o Ministro André Mendonça mantivesse seus assessores, como o delegado Thiago Marcantonio Ferreira (no gabinete desde 2025) e Graziela Machado. A decisão ocorreu após reclamações do próprio Mendonça ao Planalto.
• STJ foi atingido: O ofício chegou ao tribunal e solicita a devolução de quatro delegados da PF que atuavam lá (incluindo em funções de assessoramento). O documento foi direcionado ao presidente do STJ, ministro Herman Benjamin.
Ofícios também foram enviados a tribunais regionais federais e outros órgãos do Judiciário. Nos bastidores, a medida é vista por parte da PF e do STF como possível retaliação política relacionada às investigações do INSS e Banco Master (relatadas por Mendonça), mas o governo justifica como uma ação administrativa mais ampla.