Assassinos podem ver seus filhos no Dia dos Pais, mas a lei não vale para Jair Bolsonaro
Ao impedir Bolsonaro de receber os próprios filhos no Dia dos Pais, Moraes transforma até o convívio familiar em mais um capítulo de uma perseguição que já perdeu qualquer aparência de normalidade.
A perseguição contra Jair Bolsonaro já ultrapassou o terreno político e chegou ao ponto de atingir até sua relação com os próprios filhos. Alexandre de Moraes determinou que os filhos do ex-presidente não o visitassem no Dia dos Pais, criando mais um episódio difícil de conciliar com a ideia de tratamento igual perante a lei.
No sistema prisional brasileiro, até condenados por crimes gravíssimos podem receber visitas familiares dentro das regras estabelecidas. Bolsonaro, porém, parece submetido a um rigor excepcional, no qual até um encontro com os filhos precisa passar pela caneta de Moraes.
Se a lei vale para todos, ela também precisa valer para Jair Bolsonaro. O que estamos vendo é uma régua cada vez mais difícil de justificar: direitos assegurados até a criminosos comuns parecem desaparecer quando o nome envolvido é o do principal adversário político do sistema.
Impedir um pai de receber seus filhos justamente no Dia dos Pais não fortalece a democracia nem aumenta a confiança no Judiciário. Faz exatamente o contrário. Reforça a percepção de que Bolsonaro está sendo submetido a uma perseguição descarada, com restrições que vão muito além daquilo que o brasileiro reconhece como tratamento normal e imparcial da Justiça.
Quando até o convívio familiar entra nessa engrenagem, fica cada vez mais difícil chamar tudo isso apenas de rigor judicial. A lei deveria ser igual para todos. Quando ela muda conforme o nome do cidadão, deixa de parecer Justiça e passa a parecer perseguição.
Fonte: Instagram @eomundooficial/Kaio Franco