Navio chinês que atracou no Rio de Janeiro causa “desconforto imediato” em militares brasileiros, que identificaram “capacidade de vigilância”

Navio chinês que atracou no Rio de Janeiro causa “desconforto imediato” em militares brasileiros, que identificaram “capacidade de vigilância”

O que era anunciado como um gesto de cooperação e assistência médica terminou cercado por desconfiança e preocupação dentro do Estado brasileiro. O Silk Road Ark, navio da Marinha da China com cerca de 180 metros de extensão e sete conveses, atracou no Rio de Janeiro na última semana como parte da chamada “Missão Harmony 2025”, oficialmente descrita como uma iniciativa de ajuda humanitária. 

Nos bastidores, porém, a embarcação teria provocado “desconforto imediato” tanto na Marinha do Brasil quanto no Itamaraty. O motivo não seria a presença do navio em si, mas o tipo de tecnologia observada a bordo, considerada incompatível com a missão oficialmente divulgada. 

O que havia a bordo além de macas 

Segundo apurações e relatos de fontes militares, a estrutura externa do Silk Road Ark chamava atenção por apresentar um volume atípico de sensores, antenas e radares. Para integrantes das Forças Armadas, o conjunto de equipamentos se distancia do padrão esperado em um navio-hospital voltado exclusivamente para atendimento médico e apoio emergencial. 

Especialistas ouvidos no meio militar avaliam que essa configuração pode ampliar significativamente a capacidade de reconhecimento e vigilância, transformando o que seria um “hospital flutuante” em uma plataforma com potencial para monitorar comunicações, mapear sinais e reunir dados estratégicos em áreas sensíveis. 

Fonte: Instagram eomundooficial