Câmara de Ji-Paraná Aceita Pedido de Cassação contra Vereador Willian Cândido por Importunação Sexual

Câmara de Ji-Paraná Aceita Pedido de Cassação contra Vereador Willian Cândido por Importunação Sexual

Em uma sessão tensa, a Câmara Municipal de Ji-Paraná aprovou, nesta terça-feira, 14, o pedido de cassação do mandato do vereador Wilian Cândido (Republicanos), acusado de importunação sexual. 

A votação resultou em 14 votos favoráveis e 3 abstenções, abrindo caminho para um processo que pode culminar na perda definitiva do cargo. 

O caso, que veio à tona nos últimos dias, envolve alegações graves e tem gerado repercussão na cidade, com questionamentos sobre a conduta do parlamentar e possíveis motivações por trás da denúncia.

O escândalo começou na noite de 10 de outubro, quando Willian Cândido foi detido pela polícia após uma vizinha o acusar de praticar ato obsceno, especificamente de se masturbar com a roupa parcialmente baixada em sua vista.

O vereador Willian Cândido foi conduzido à delegacia, mas liberado após prestar depoimento. No dia seguinte, ele solicitou afastamento temporário do cargo, alegando necessidade de se defender das acusações, mas posteriormente solicitou o arquivamento do afastamento.

Na segunda-feira (13), os vereadores André Royal e Dr. Edinho Fidelis, ambos do PSD, protocolaram o pedido de cassação, citando quebra de decoro parlamentar e violação ao código de ética da Casa.

A aceitação do pedido ocorreu hoje, com ampla maioria dos vereadores votando a favor. 

Em seguida à votação, um sorteio definiu a composição da comissão processante responsável por investigar as denúncias. Os vereadores Joziel de Brito, Alisson Amaro e Ademilson Procópio foram selecionados para integrar o grupo.

Inicialmente, o vereador Wesley Brito foi sorteado, mas se declarou impedido de participar, sem detalhar os motivos. A comissão terá a tarefa de analisar as provas e ouvir as partes envolvidas, com prazo para apresentar um relatório que será votado em plenário.

Uma reunião com Wilian Cândido, inicialmente prevista para durar apenas 10 minutos, estendeu-se por mais de uma hora. Durante o encontro, foram apresentados elementos de defesa, incluindo imagens de câmeras de vigilância, depoimentos de testemunhas e mensagens de WhatsApp trocadas com a denunciante. Willian Cândido manteve sua versão de que se trata de uma armação, alegando calúnia e difamação por parte da acusadora. 

A comissão processante deve iniciar os trabalhos nos próximos dias, com oitivas e análise de documentos.

A sociedade de Ji-Paraná acompanha de perto, aguardando justiça e transparência.

Com informações de @Fiscal de Ji-Paraná