Família de bebê sequestrado acredita que criança seria usada em sacrifícios; na residência do pai de santo que foi preso, havia ossada de crianças

O menino de 11 meses foi raptado por um homem armado em Firmino Alves na Bahia. O pai tentou resgatá-lo e não conseguiu, e orou de joelhos na rua e Deus lhe disse: “Ninguém vai tocar nele”

Família de bebê sequestrado acredita que criança seria usada em sacrifícios; na residência do pai de santo que foi preso, havia ossada de crianças

Na noite de terça-feira (13), um bebê de apenas 11 meses foi sequestrado em uma praça na cidade de Firmino Alves, na Bahia.
O menino estava com o irmão de 15 anos quando um homem armado raptou a criança e a levou em um carro preto.

No momento do rapto, os pais do bebê estavam trabalhando em um trailer de lanches na praça. Ao perceber que o filho havia sido levado, o pai, Wellington, pegou seu carro e seguiu o veículo dos sequestradores, mas não obteve êxito.

A notícia do sequestro do bebê logo se espalhou nas redes sociais e por toda a Bahia, mobilizando a comunidade e autoridades.

Tranquilizado por Deus

Em entrevista ao programa “Alô Juca” do SBT, Wellington, que é evangélico, contou que não conseguiu resgatar o bebê e, em desespero, parou o carro e clamou a Deus no meio da rua.
“Ajoelhei atrás, levantei as mãos pro céu e falei: ‘Senhor, eu não aceito voltar com minhas mãos vazias. Eu não aceito ninguém tocar nele’”, afirmou.

“Nesse momento, senti no meu coração Deus falando assim: ‘Filho, eu estou mandando o Espírito Santo naquele carro agora, ninguém vai tocar nele. E de manhã você vai ter a resposta’”


Após a experiência sobrenatural, o pai voltou para casa para consolar a mãe e ficou calmo, confiando na palavra que havia recebido.
“Eu fiquei tão tranquilo que minha esposa estranhou a minha frieza. E eu falei: ‘É porque Deus falou que amanhã você vai sorrir’”, lembrou.


E testemunhou: “Minha esposa não podia ter filhos. Ela recebeu uma revelação na igreja que iria gerar um menino”.

Em oração durante a madrugada

Wellington disse que passou a madrugada de quarta-feira (14) orando a Deus pela proteção do filho.
“Eu orei a madrugada toda, clamando ao Senhor. Falando que eu aceitava só Ele tirar meu filho das nossas mãos, só Deus e mais ninguém. E ao amanhecer tive a resposta. Me ligaram: ‘Encontraram seu filhinho’. Eu chorei igual a uma criança”, relatou.

Na manhã de quarta-feira (14), o bebê foi encontrado pela polícia em uma barraca de praia na cidade de Ilhéus. Depois do resgate, a criança foi encaminhada para atendimento médico.

Dois homens, de 19 e 42 anos, foram presos em flagrante, suspeitos de estarem envolvidos no sequestro. 

Os policiais encontraram um revólver com munições, fraldas, leite em pó, lenços umedecidos, mamadeira, chupeta e outros itens infantis junto com os suspeitos.
De acordo com a Polícia Civil, eles foram presos e estão à disposição da Justiça.
O Conselho Tutelar de Ilhéus informou que o cabelo do menino havia sido pintado durante o sequestro.

Desdobramentos

Após a divulgação da imagem dos homens presos em flagrante, populares atearam fogo na residência de um deles, na noite do dia 15, localizada na Rua Guilherme Aguiar, no bairro Guarani, em Vitória da Conquista, a qual foi queimada parcialmente. O homem preso se apresentava nas redes sociais como "pai de santo"


Segundo o @portalsudoesteemfoco, no local foram encontradas ossadas humanas de uma criança e de um adulto. E também teriam sido identificados um quarto com brinquedos, que segundo as autoridades locais, possivelmente seria para cativeiro de crianças, e duas salas para a realização de rituais satânicos.

A perícia foi acionada imediatamente para isolar a área, recolher os vestígios e conduzir exames de identificação genética que deverão confirmar oficialmente se os restos infantis possuem ligação com o caso ou com outros desaparecimentos na região.

Questionamentos tem surgido nas redes sociais, sobre o motivo do ritual envolvendo o sacrifício de um bebê e internautas vincularam o motivo ao período eleitoral que o Brasil está vivenciando.

Em meio à repercussão do caso, um relato atribuído à irmă do bebê chamou a atenção. Em um desabafo, ela teria afirmado: "Pegaram meu irmão para fazer magia negra, mas tinha um anjo enorme ao lado dele. Por isso, o abandonaram."

Siga Ji-Paraná News no WhatsApp  e Instagram 

Com informações de Guia-me e Instagram @portalsudoesteemfoco