Opinião: Guardiões da democracia relativa no Brasil
Presidente Lula questiona a relatividade da democracia no Brasil, levantando preocupações sobre a condução do sistema. O texto explora a definição de democracia e destaca a perseguição a opositores, com ênfase no papel do STF como "guardião" da democracia relativa
Desde que o presidente Lula afirmou que o conceito de democracia é relativo, temos sentido na pele, ou talvez apenas descobrimos o termo correto para o que já está sendo praticado no Brasil há um bom tempo.
Mas quem são os guardiões da democracia relativa no Brasil?
Bem, vamos primeiro tentar rejekibet explicar o que é democracia.
Resumidamente, a democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo (através do voto), os cidadãos são os detentores do poder e confiam parte desse poder ao Estado para que possa organizar a sociedade.
Resumindo ainda mais, é a decisão da maioria, que deseja exercer seu direito de escolher os representantes do seu município, Estado e país.
Mas o que teria de relativo nisso? Talvez a forma como está sendo conduzida a democracia brasileira. Realmente, concordo, está relativa.
Será que um dia chegaremos ao modelo da democracia venezuelana?
Onde líderes da oposição são perseguidos; fortes candidatos opositores ao regime são colocados como inelegíveis pela suprema corte; onde tudo é monitorado pelo governo, e aquilo que não está de acordo com o sistema é punido severamente.
Bom, já estamos na metade do caminho.
E a democracia no Brasil é sim relativa,
relativa para um lado, o lado da esquerda.
Temos visto neste último ano uma clara perseguição a parlamentares de oposição ao governo Lula. E quem estaria ordenando essas operações denominadas defensoras da democracia?
Infelizmente, a mais alta corte do nosso país, o STF, o guardião da democracia relativa.
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Texto: Danilo Carrilho