O erro de cada instituto no 1º turno: pesquisas sob pressão após resultado das urnas

Veritá aparece entre os institutos que mais se aproximaram do resultado, enquanto Quaest está entre os que apresentaram maior diferença em relação às urnas.

O erro de cada instituto no 1º turno: pesquisas sob pressão após resultado das urnas

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais reacendeu o debate sobre a precisão dos institutos de pesquisa no Brasil.
Segundo o levantamento apresentado, que compara a última pesquisa divulgada por 15 institutos com o resultado das urnas, 10 apontaram um cenário mais favorável a Lula, enquanto apenas cinco indicaram vantagem para Flávio Bolsonaro.


O Instituto Veritá aparece entre os que mais acertaram, com apenas 0,1 ponto percentual de erro na diferença entre os dois candidatos. Gerp, Futura, Vox Brasil e Palver também ficaram próximos do resultado oficial.
Na outra ponta, a Quaest apresentou erro de 4,2 pontos na diferença entre Lula e Flávio, ficando entre os institutos com maior discrepância. Datafolha registrou 4,9 pontos, enquanto Indexa chegou a 7,8 pontos, o maior erro apontado no levantamento.


Nas urnas, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

 

Nikolas Ferreira defende CPI

 

A discrepância provocou reação no meio político. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que pretende trabalhar pela criação de uma CPI dos institutos de pesquisa no próximo ano.

 

“Prometi e lutarei pra isso: faremos a CPI dos institutos de pesquisa ano que vem”, declarou o parlamentar, ao comentar diferenças entre pesquisas divulgadas durante a campanha e o resultado das urnas.

 

A eventual CPI defendida por Nikolas Ferreira poderá aprofundar a análise sobre metodologias, critérios de amostragem e possíveis responsabilidades.
O segundo turno deverá ser um novo teste para as empresas de pesquisa — e também para a credibilidade de seus levantamentos.