Na ONU Lula defende as Urnas Eletrônicas e Donald Trump diz que usarão as Forças Militares Americanas onde necessário
Lula também defendeu a censura nas redes sociais a pretexto de "proteção às criança em ambientes digitais". Trump afirmou que o regime cubano passou décadas coordenando com lunáticos.
Nova York — Em discursos consecutivos na 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), Lula e Donald Trump apresentaram visões opostas sobre soberania e combate ao narcoterrorismo, em meio à crise diplomática entre Brasil e EUA.
Lula defendeu o sistema eleitoral brasileiro como “moderno e robusto” e afirmou que não permitirá que “inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular”.
Criticou ingerências externas e declarou: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Às vésperas das eleições de 4 de outubro, e tratou o pleito como escolha entre “democracia e negacionismo”.
Trump, em seguida, reforçou o uso da força militar: “Nossas ações na Venezuela são prova de que os Estados Unidos não permitirão mais que ameaças ganhem pé no Hemisfério Ocidental e, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável”.
A referência remete à prisão de Nicolás Maduro, em que a soberania venezuelana foi secundária diante dos crimes e repressão a dissidentes, ataques à imprensa e envolvimento com narcotráfico.
Trump equiparou cartéis ao “ISIS do Hemisfério Ocidental”.
O contraste ocorre sob tensão diplomática: Brasília denuncia supostas interferências e tarifas; Washington reafirma repressão ao narcoterrorismo.
Os líderes não se encontraram nos bastidores. As mensagens ecoaram distintas — soberania e urnas de um lado; força militar e combate ao Narcotráfico de outro.
CONFIRA A ÍNTEGRA DOS ASSUNTOS ABORDADOS AQUI NESSE VÍDEO.