Davi Alcolumbre promulga lei que institui “Dia da Celebração da Amizade Brasil-lsrael"

Davi Alcolumbre promulga lei que institui “Dia da Celebração da Amizade Brasil-lsrael"

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou a Lei 15.152/2025, que institui o Dia da Amizade Brasil-Israel, a ser celebrado anualmente em 12 de abril. A data remete à instalação da primeira representação diplomática brasileira em Israel, em 1951. O projeto (PL 5.636/2019), aprovado pelo Congresso em 29 de maio, não foi sancionado pela Presidência da República no prazo legal, levando Alcolumbre a concluir o processo. Como primeiro judeu a presidir o Senado e o Congresso, ele destacou a relevância histórica e simbólica da lei, que fortalece os laços entre os dois países.

Alcolumbre enfatizou que a lei reconhece a contribuição da comunidade judaica no Brasil, descrita como vibrante e enraizada no tecido nacional. Ele agradeceu o apoio dos parlamentares e destacou a cooperação entre Brasil e Israel, citando o auxílio de Israel em tragédias como Brumadinho. A celebração, segundo ele, reforça o compromisso com a paz, a convivência pacífica e a cooperação em áreas como ciência, cultura e inovação.

O senador Carlos Viana, relator do projeto, destacou a longa amizade entre os povos, acima de ideologias, e elogiou a democracia israelense como exemplo de tolerância religiosa, onde árabes israelenses têm direitos preservados. Ele criticou a posição do governo federal no conflito Israel-Irã, defendendo o direito de autodefesa de Israel e o papel do Brasil na fundação do Estado israelense.

O senador Flávio Bolsonaro reforçou a importância da democracia de Israel, criticando o presidente Lula por não sancionar o projeto, o que ele considera uma escolha política contra o povo brasileiro e Israel. E condenou atos terroristas contra civis israelenses, assim como acusou o governo de conivência com grupos terroristas, destacando a relevância do reconhecimento da amizade entre as nações.

O senador Magno Malta também elogiou a democracia israelense e criticou governos anteriores, como os de Dilma Rousseff e Lula, por vetarem ou não sancionarem propostas similares por motivos políticos. Malta qualificou o governo do Irã como opressor e destacou o apoio de cristãos brasileiros a Israel, celebrando a coragem de Alcolumbre em promulgar a lei.

O senador Eduardo Girão apoiou a promulgação, e também criticou a postura do governo Lula, que ele vê como desfavorável a Israel, contrastando com a tradição diplomática brasileira de imparcialidade. E defendeu a amizade com Israel e a criação de um Estado palestino, condenando episódios de intolerância e elogiando a iniciativa como um gesto simbólico de paz.

Com informações de Agência Senado