Filiação de Expedito Netto no PT para concorrer ao governo, pode ser o último prego no caixão da esquerda em Rondônia

Filiação de Expedito Netto no PT para concorrer ao governo, pode ser o último prego no caixão da esquerda em Rondônia

Ah, Rondônia, terra de oportunidades onde o bolsorismo floresceu como a soja nos campos férteis, enquanto a esquerda murcha como um maracujá esquecido em uma gaveta. 

Em um estado onde os eleitores fogem dos partidos progressistas como se fossem uma lepra amazônica, a notícia da filiação iminente do ex-deputado federal Expedito Netto ao PT, surge como últimos suspiros de uma manobra para tentar reanimar um cadáver.

Mas vamos aos fatos, pois preferimos números frios a devaneios ideológicos.

Enquanto os rondonienses abraçam valores tradicionais – família, Deus, o livre mercado e o agro – os partidos de esquerda e centro-esquerda assistem ao êxodo em massa de filiados e eleitores, ao defender pautas totalmente desconexas ao que o povo rondoniense aspira.

Não é para menos: em 2022, esse espectro ideológico não conseguiu eleger sequer um deputado federal em Rondônia. Enquanto o PL, União Brasil e Republicanos ocupam as bancadas com representantes alinhados ao bom senso conservador.

Lúcio Mosquini que fora eleito no MDB, partido que faz parte da chamada "Caminhada Esperança", já está de malas prontas para o Partido Liberal. 

E o que dizer das eleições municipais de 2024? Bem, se 2022 foi um vexame, 2024 foi o anúncio do enterro. Em todo o estado, com seus 52 municípios e cerca de mil vereadores eleitos, a esquerda unida mal conseguiu eleger meia-dúzia de gatos pingados.

Em seus discursos Expedito Netto lamenta pelo povo rejeitar o Lulopetismo, ignorando a situação precária que se encontra o Brasil.

É o último prego no caixão.

Enquanto isso, o movimento "Caminhada Esperança" – aquela frente que junta o MDB, PDT, PSB, PSOL, Cidadania, Rede e a Federação (PT, PV e PCdoB) – patina com promessas populistas. Falam em "inclusão social" e "desenvolvimento sustentável", mas na prática o Brasil voltou a assistir a velha corrupção, onde até idosos são vítimas.

Sarcasmo à parte (ou não), se o resultado for semelhante a 2022 e 2024, é o fim da linha para a esquerda em Rondônia, que juntando todos seus partidecos, voltará a ser (como sempre foi) a minoria sem expressão.