IBGE do Lula quer incluir mercado de drogas ilícitas no PIB
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sob o governo Lula, prepara a inclusão de estimativas sobre o mercado de drogas ilícitas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Os primeiros resultados da nova metodologia estão previstos para 2028, como parte da revisão periódica do Sistema de Contas Nacionais. A notícia gerou forte reação na oposição. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) resumiu o absurdo com a frase que circula nas redes: “IBGE do Lula quer incluir mercado de drogas ilícitas no PIB”.
O IBGE alega que a inclusão não legaliza o tráfico nem transforma crime em atividade oficial. Trata-se, segundo o órgão, apenas de registrar uma movimentação econômica que existe na prática — compras e vendas voluntárias — para evitar distorções nas contas nacionais.
Como não há registros oficiais confiáveis de produção e venda, o instituto pretende partir da demanda: número estimado de usuários multiplicado pelo consumo médio e pelo preço de venda. Depois, tenta separar o que seria produção nacional do que entra por importação ilegal e descontar custos para chegar ao valor adicionado. Ou seja, o dinheiro que circula no tráfico poderá, no futuro, ajudar a “engordar” o PIB oficial.
O que a oposição enxerga por trás da mudança
Para Gayer a decisão pode ser o primeiro passo para a descriminalização do comércio e uso de entorpecente.
Enquanto famílias sofrem com a violência nas periferias e o Estado falha no combate ao crime organizado, o PIB poderá, no papel, crescer graças ao mesmo mercado que destrói vidas.
A oposição vê risco de que o indicador seja usado politicamente para pintar um cenário de crescimento artificial, especialmente se a economia real continuar fraca. Economistas alertaram que revisões metodológicas anteriores também “inflaram” o PIB sem mudança correspondente na vida das pessoas. Incluir drogas ilícitas (e possivelmente outras atividades como apostas) amplia esse risco.
Prioridades distorcidas
Em um Brasil que enfrenta níveis elevados de violência ligada ao tráfico, a decisão de medir o tamanho econômico desse mercado soa, como uma inversão de valores.
Gayer e outros parlamentares já pediram esclarecimentos formais sobre como a mudança afetará indicadores de dívida, carga tributária e comparações internacionais. A população, por sua vez, continua enfrentando o dia a dia de uma economia real — com desemprego, inflação e insegurança — enquanto o instituto oficial se dedica a calcular o tamanho do mercado de cocaína, maconha e outras substâncias proibidas.