A prisão de Maurão de Carvalho e a demissão de Júnior Gonçalves

A prisão de Maurão de Carvalho e a demissão de Júnior Gonçalves

A prisão de Mauro de Carvalho e a demissão de Junior Gonçalves, num intervalo de pouco mais de 24 horas, tem 2 aspectos interessantes que resolvi escrever na minha coluna: Bastidores.

MAURÃO DE CARVALHO.

Não existe impunidade quando o Ministério Público e o Estado, aqui me refiro à PF, querem que não haja. Mauro de Carvalho, ex-presidente da Assembleia Legislativa acreditava que seus crimes praticados quando exerceu o cargo deputado estadual ficariam impunes e prescreveria. A atuação brilhante do Ministério Público, a investigação perfeita da PF com apoio da GAECO, convenceram a ministra do STJ, Maria Thereza Assis de Moura, negou recurso de Maurão que estava parado no STJ desde 2020 e determinou o trânsito em julgado e o cumprimento da pena em regime fechado.

Maurão, o impoluto, assiste seu império político desmoronar com um ponto final trágico, a prisão. É o 4º presidente da ALERO condenado a prisão.

JÚNIOR GONÇALVES.

Considerado inatingível, inabalável e indestrutível, o ex-chefe da Casa Civil de Rondônia foi demitido da forma mais trágica para alguém que tinha reconhecimento, brilho e austeridade no PRM ou CPA.

As lágrimas de Junior, seguidas por reticências de soluços, revelaram que não existe ninguém imbatível ou indestrutível na política. Júnior saiu pelas portas dos fundos, pois não teve o abraço e aperto de mão do seu "agora" ex- protetor e ex-chefe, o governador. Uma lástima profunda para quem foi intitulado o grande articulador da vitória de 2022. Enfim, todas as suas qualidades acabaram sendo ofuscadas pela demissão feita pelo emissário do governador, seu desafeto por sinal.

Por fim, o Poder tem um prazo de validade, e, devemos agir sempre na paciência, na sabedoria e principalmente não plantar inimigos e desafetos... . Tanto Maurão quanto Júnior estão colhendo o resultado das suas estratégias erradas e das ações contra os seus "desafetos".

Victória Bacon