Brasil abandona Aliança para Memória do Holocausto, afirma chancelaria israelense

Itamaraty não se pronunciou sobre o caso; medida ocorre apos anúncio da adesão formal do país ao processo movido pela África do Sul contra Israel na CIJ.

Brasil abandona Aliança para Memória do Holocausto, afirma chancelaria israelense

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou nesta quarta-feira (24/07) que o governo brasileiro decidiu se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), onde atuava como membro observador desde 2021. 

“A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ, ao mesmo tempo em que se retira da IHRA, é uma demonstração de uma profunda falha moral. Numa época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, afirmou a chancelaria israelense em postagem na plataforma X. 

Procurado pela imprensa, o Itamaraty ainda não se pronunciou sobre a questão. A informação da chancelaria israelense chega após o anúncio da entrada do Brasil no processo em curso na Corte Internacional de Justiça (CIJ) das Nações Unidas, movido pela África do Sul, contra genocídio perpetrado por Israel na Palestina. 

Em nota, o Itamaraty declarou que o país está na “fase final para submissão de intervenção formal no processo”, além de afirmar que a comunidade internacional não pode permanecer “inerte diante das atrocidades em curso”. O governo brasileiro destaca que Israel descumpriu a Convenção do Genocídio das Nações Unidas durante sua ofensiva militar na Faixa de Gaza. E cita O agravamento da situação humanitária. 

"A decisão fundamenta-se no dever dos Estados de cumprir com suas obrigações de Direito Internacional e Direito Internacional Humanitário frente à plausibilidade de que os direitos dos palestinos de proteção contra atos de genocídio estejam sendo irreversivelmente prejudicados, conforme conclusão da Corte Internacional de Justiça, em medidas cautelares anunciadas em 2024”, diz a nota. 

Opera Mundi