CONFÚCIO MOURA DECLARA AMOR À ESQUERDA E A LULA, MAS ENFRENTA REJEIÇÃO EM RONDÔNIA
Senador exalta PT e Lula, mas seu histórico de gestão e atuação política gera críticas no estado
O senador Confúcio Moura (MDB-RO) voltou a se declarar publicamente um admirador da esquerda e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele exaltou os feitos do Partido dos Trabalhadores e afirmou que Rondônia foi amplamente beneficiada pelas gestões petistas. A fala, no entanto, gerou forte repercussão negativa entre os rondonienses, que já demonstram crescente insatisfação com sua atuação no Senado.
Confúcio e a esquerda: uma relação assumida
No vídeo, Moura defende que o PT fez mais por Rondônia do que qualquer outro governo e critica a população do estado por, segundo ele, estar "cega" pelo que chamou de "extremismo de direita nefasto". "Cabe a nós resistir", declarou o senador, enfatizando seu compromisso com a esquerda e com o governo Lula.
A declaração causou reações imediatas, especialmente entre eleitores conservadores, que compõem uma parcela significativa da população de Rondônia. O estado, historicamente alinhado a posições de direita, foi um dos que mais apoiaram Jair Bolsonaro (PL) nas últimas eleições presidenciais. Nas redes sociais, eleitores classificaram a fala de Confúcio Moura como "desconectada da realidade" e um "desrespeito à vontade popular".
Atuação apagada no Senado e gestão contestada
Além das recentes declarações políticas, a atuação de Confúcio Moura no Senado tem sido alvo de críticas frequentes. Parlamentar de perfil discreto, ele é frequentemente acusado de falta de protagonismo em pautas relevantes para Rondônia. Enquanto outros senadores buscam protagonismo na defesa dos interesses do estado, Moura raramente se posiciona de forma firme em debates nacionais.
Sua trajetória política também não escapa de questionamentos. Quando governador de Rondônia (2011-2018), Confúcio enfrentou denúncias de corrupção e má gestão. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) apontou diversas irregularidades em sua administração, incluindo contratos suspeitos na área da saúde e problemas na execução de obras públicas.
Em 2017, a Operação Zelotes, da Polícia Federal, investigou um esquema de corrupção envolvendo benefícios fiscais no estado, levantando suspeitas sobre sua administração. Apesar de nunca ter sido condenado, sua imagem ficou manchada pela falta de transparência e pela ineficiência na resolução de problemas crônicos do estado, como infraestrutura e segurança pública.
Rejeição crescente e impopularidade
As falas recentes de Confúcio Moura reforçam sua desconexão com o eleitorado rondoniense, que tem demonstrado crescente insatisfação com sua atuação. Pesquisas de opinião realizadas nos últimos anos indicam que o senador figura entre os políticos menos bem avaliados do estado.
Entre as principais críticas, destacam-se sua postura apática no Senado, a falta de investimentos concretos para Rondônia e a proximidade com um governo federal que enfrenta rejeição no estado. Para muitos eleitores, o senador representa a velha política e um distanciamento das necessidades reais da população.
Diante do cenário, especialistas apontam que Confúcio Moura terá dificuldades para se reeleger ou se manter relevante no cenário político local. Suas recentes declarações pró-Lula e pró-PT podem afastá-lo ainda mais do eleitorado rondoniense, que majoritariamente rejeita o atual governo federal.
Enquanto isso, seus adversários políticos aproveitam a oportunidade para reforçar a narrativa de que o senador não representa os interesses do estado. Com um histórico de gestão contestado e uma atuação discreta no Senado, Confúcio Moura enfrenta um momento crítico em sua carreira política.
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