EUA Impõem Sanções a Ex-Funcionários do governo Dilma por cumplicidade no esquema de trabalho forçado do regime cubano no programa Mais Médicos
Cuba ficava com 85% dos salários; Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reteve US$129 mi. Processo segue nos EUA.
Em uma medida que expõe antiga parceria entre o Brasil e Cuba através do programa Mais Médicos, os Estados Unidos anunciaram sanções contra ex-funcionários do governo da ex-presidente Dilma Rousseff e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Mozart Tabosa e Alberto Kleiman tiveram seus vistos revogados, por cumplicidade em um esquema de trabalho forçado orquestrado pelo regime cubano.
As sanções, divulgadas nesta quarta-feira, alegam que os envolvidos exploraram médicos cubanos, enriquecendo o governo de Havana enquanto burlavam o Congresso brasileiro via OPAS.
Cuba reteve cerca de 85% dos salários pagos pelo Brasil, totalizando bilhões em repasses, com a OPAS retendo até US$ 129 milhões como intermediária.
O processo, iniciado por médicos cubanos desertores nos EUA, segue em andamento na Justiça americana, reforçando acusações de tráfico humano e violações de direitos. Autoridades brasileiras e a OPAS não comentaram imediatamente, mas o caso pode tensionar relações diplomáticas entre Brasília, Washington e Havana.
Especialistas veem a ação como parte da política externa dura dos EUA contra regimes autoritários, com impactos em programas semelhantes na América Latina.
Com informações do Jornalista Allan dos Santos