Onda de demissões por comemoração à prisão de Bolsonaro atinge empresas privadas
Uma onda de demissões atingiu algumas empresas após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na última sexta-feira (22) pelo STF.
O estopim foi uma live do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que orientou empresários a “guardarem prints” de funcionários que comemorassem a prisão e os demitissem “com calma e frieza”.
A fala viralizou e, desde segunda-feira (24), dezenas de casos já foram registrados, principalmente no Centro-Oeste e Sul.
Em Mato Grosso, berço político de Bolsonaro, trabalhadores relatam dispensa imediata após postagens nas redes sociais celebrando a condenação do ex-presidente a 27 anos por tentativa de golpe.
Sindicatos de esquerda ameaçam mover ações judiciais por assédio moral e discriminação política, enquanto empresários justificam as dispensas como “alinhamento cultural” ou “conduta inadequada no ambiente de trabalho”.
Advogados trabalhistas alertam que, apesar da dificuldade de prova, demissões comprovadamente ideológicas podem ser revertidas na Justiça com pagamento de indenização por danos morais.
Até o momento, não há levantamento oficial do número de dispensas, mas relatos em redes sociais e veículos regionais indicam que o movimento continua em expansão.