Senador anuncia coleta de assinaturas para CPI sobre contrato milionário envolvendo família de Moraes

Senador anuncia coleta de assinaturas para CPI sobre contrato milionário envolvendo família de Moraes
Viviane Barci ao lado do marido, ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: Antonio Augusto/TSE).

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) declarou nesta segunda-feira que, após o recesso parlamentar, iniciará a coleta de assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. O objetivo é investigar denúncias sobre um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master – atualmente em liquidação extrajudicial – e o escritório de advocacia da família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Em publicação nas redes sociais, Vieira classificou as informações como "gravíssimas". "Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco", escreveu o parlamentar.

O contrato, assinado em janeiro de 2024, previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao escritório Barci de Moraes Associados, comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e com participação de filhos do casal. As denúncias, reveladas inicialmente pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, incluem suspeitas de que o valor estaria acima dos padrões do mercado advocatício e de possível interferência direta de Alexandre de Moraes em favor da instituição financeira.

Segundo apurações jornalísticas, o ministro teria contatado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes – incluindo um encontro presencial – para pressionar pela aprovação de operações do Master, como a tentativa de venda ao BRB.

Procurados, o STF, o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Central não se manifestaram sobre as alegações até o momento.

Para instalar uma CPI no Senado, são necessárias ao menos 27 assinaturas de parlamentares, além da definição de um fato determinado a ser investigado. O anúncio ocorre em meio a outras polêmicas envolvendo o Banco Master e ministros do STF.

Com informações de O Estadão