A ditadura de Castro mantém 1.185 presos políticos em Cuba
O relatório mensal do PD identificou 472 pessoas com "condições médicas graves" e 40 com problemas de saúde mental, todas elas "sem tratamento médico ou psiquiátrico adequado".
Madri, 15 de outubro (EFE) - A organização Prisoners Defenders (PD) informou nesta quarta-feira que, no final de setembro, registrou um total de 1.185 presos políticos em Cuba, 13 a mais que no mês anterior.
A organização sediada em Madri explicou que 13 pessoas foram adicionadas à sua lista mensal e outras 13 foram removidas, "a maioria delas por terem cumprido totalmente suas penas".
O relatório mensal do PD identificou 472 pessoas com "condições médicas graves" e 40 com problemas de saúde mental, todas elas "sem tratamento médico ou psiquiátrico adequado".
Um total de 36 menores permanecem na lista, dos quais 30 estão cumprindo pena e seis estão sendo processados sob "medidas cautelares sem qualquer proteção judicial". A idade mínima para responsabilidade criminal em Cuba é 16 anos.
O PD, uma das principais autoridades no registro de presos políticos em Cuba, informou que 15 dos menores "já foram condenados por sedição", com uma pena média de cinco anos de prisão.
Ele também alertou que um total de 221 pessoas foram condenadas por sedição, a maioria das quais participou de protestos pacíficos, acrescentando que todas elas "já foram sentenciadas a uma média de dez anos de prisão cada".
Desde julho de 2021, quando ocorreram os maiores protestos antigovernamentais em décadas na ilha, um total de 1.895 pessoas foram presas por motivos que o PD define como políticos.
PanAm Post