Conferência Conservadora dos EUA critica ações do Supremo Tribunal Federal brasileiro e do governo Lula

O texto equipara as práticas brasileiras a táticas de “estado policial” adotadas por governos como o da China, de Xi Jinping. A aprovação ocorreu nesta quinta-feira, 26 de março, durante o evento realizado em Grapevine, no Texas.

Conferência Conservadora dos EUA critica ações do Supremo Tribunal Federal brasileiro e do governo Lula

A Conservative Political Action Conference (CPAC), maior encontro conservador do mundo, aprovou por unanimidade uma resolução condenando a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A aprovação ocorreu nesta quinta-feira, 26 de março, durante o evento realizado em Grapevine, no Texas.

O presidente da CPAC, Matt Schlapp, leu o documento diante dos participantes. A resolução classifica as ações do Supremo Tribunal Federal brasileiro como abusivas e politicamente motivadas, citando especificamente o ministro Alexandre de Moraes e o governo Lula. O texto equipara as práticas brasileiras a táticas de “estado policial” adotadas por governos como o da China, de Xi Jinping, e o dos Estados Unidos, de Joe Biden, contra opositores políticos.

A resolução condena o silenciamento, o assédio jurídico e a prisão de principais adversários políticos, descrevendo a condenação de Bolsonaro como uma interferência eleitoral. A leitura foi recebida com aplausos e votação unânime dos presentes.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Em novembro de 2025, ele foi detido preventivamente. 

No dia 24 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária temporária por 90 dias iniciais, em razão de problemas de saúde, com uso de tornozeleira eletrônica e proibição de uso de telefone e redes sociais. 

Brado Jornal