"Invasão não é reforma, é crime", diz movimento contra avanço do MST

A mobilização ganha força com a realização do 1º Fórum Nacional do Movimento Invasão Zero.

"Invasão não é reforma, é crime", diz movimento contra avanço do MST

Com o aumento das invasões de propriedades rurais privadas durante o governo Lula, produtores lançam movimento nacional em defesa da propriedade e da segurança jurídica no campo

Em meio à escalada das invasões de terras promovidas por movimentos como o MST, produtores rurais de todo o Brasil estão se mobilizando para dizer um basta. A resposta vem com a criação do Movimento Invasão Zero, que defende a propriedade privada, a legalidade e o direito de quem trabalha no campo a produzir com segurança.

De acordo com os organizadores, o objetivo não é promover confrontos, mas garantir que a Constituição seja respeitada e que as leis sejam aplicadas. “Ocupação ilegal não é reforma agrária — é crime”, afirmam Dida Souza e Luiz Uaquim, articuladores do movimento.

Apesar de o Espírito Santo, por exemplo, ser um Estado pequeno, sem latifúndios e com foco na agricultura familiar, até mesmo lá o avanço das ocupações preocupa. A crescente sensação de impunidade, somada à conivência ou omissão do governo federal, acendeu o alerta no setor produtivo.

“O agro é a espinha dorsal do Brasil. Gera empregos, movimenta a economia, alimenta o mundo. E está desprotegido diante de um Estado que permite a ocupação ilegal de terras produtivas”, reforça o manifesto do Invasão Zero.

Entre os pontos centrais do movimento estão a defesa do marco temporal — que estabelece como critério para demarcações indígenas a ocupação até a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988 — e a rejeição ao Decreto 11.995/2024, que criou o programa “Terra da Gente”, visto como uma ameaça à estabilidade fundiária por abrir brechas para desapropriações e ocupações em áreas produtivas.

Outro ponto importante é o apoio ao PL 709/2023, que prevê punições a invasores e estabelece regras claras contra ocupações ilegais. O texto propõe medidas como a exclusão de invasores de programas da reforma agrária, do acesso a benefícios públicos e de concursos.

A mobilização ganha força com a realização do 1º Fórum Nacional do Movimento Invasão Zero, marcado para o próximo dia 7 de junho, em Ilhéus (BA). O evento reunirá parlamentares, juristas, representantes do agronegócio e da sociedade civil.

Diante de declarações recentes do presidente Lula, que classificou invasores como "pessoas em busca de dignidade", o movimento afirma que não aceitará mais a romantização da ilegalidade: “Chegou a hora de dizer basta. Basta de conivência, de omissão e de tratar o produtor como vilão”.

O recado é claro: a força de quem planta exige respeito — e agora tem voz.

MS Conservador