México colhe os frutos de 8 anos sob o “PT mexicano”
Por oito anos, o partido Movimento de Regeneração Nacional relativizou o combate ao crime organizado. Hoje, o pais enfrenta ondas de violência, poder paralelo e o avanço do narcoterrorista.
O México vive dias de tensão após ataques coordenados atribuídos a narcoterroristas em diferentes regiões. A escalada de violência ocorreu após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, apontado como líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), em operação militar em Jalisco, segundo autoridades e a imprensa. A reação das facções expôs um problema maior: o Estado perdeu terreno.
Segundo relatos e imagens divulgadas, houve bloqueios de rodovias, incêndios de veículos e estabelecimentos, além de confrontos em áreas estratégicas. A população ficou acuada, cidades tiveram a rotina afetada e o país voltou a ver cenas de intimidação aberta contra o poder público. Esse colapso de segurança não surgiu de repente. Ele foi sendo construído quando o enfrentamento ao crime deixou de ser prioridade.
Durante cerca de oito anos, o discurso dominante no México apostou na suavização do combate às facções. Falou-se em políticas sociais como resposta principal, enquanto a repressão foi tratada com desconfiança e o confronto direto foi evitado. Nesse vácuo, narcoterroristas se reorganizaram, ampliaram rotas, consolidaram territórios e desafiaram a autoridade pública.
O resultado está à vista. Quando cai um líder, a resposta é imediata e brutal. O crime organizado age como força armada, testa limites, intimida o Estado e mostra capacidade de paralisar regiões inteiras. Isso não é criminalidade comum. É poder paralelo em ação.
O México está sendo governado pelo que muitos chamam de “PT mexicano”. A metáfora resume um projeto que prioriza narrativa ideológica, relativiza a repressão ao crime e empurra a segurança pública para segundo plano. A tolerância vira fraqueza. A leniência vira convite à ousadia criminosa.
O Brasil deveria observar com atenção. Também aqui há discursos que minimizam o avanço das facções e tratam o endurecimento da lei como tabu. Sem reação institucional firme, com polícia fortalecida, inteligência, controle de fronteiras, sistema prisional efetivo e aplicação rigorosa da lei, o caminho pode ser semelhante.
Narcoterroristas avançam quando o Estado hesita. O México mostra o preço da omissão: quando a autoridade recua, o terror avança.
Fonte: @eomundooficial