Nicolás Maduro matou mais de 10 mil pessoas na Venezuela, diz ONG

Nicolás Maduro matou mais de 10 mil pessoas na Venezuela, diz ONG

O regime de Nicolás Maduro é responsável por mais de 10 mil mortes na Venezuela ao longo da última década, segundo relatório do Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea).

A informação foi divulgada pela organização não governamental (ONG), que atua na defesa dos direitos humanos do povo venezuelano, na última quinta-feira (14).

A divulgação do relatório ocorreu quatro meses após a captura de Maduro em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas. A ação, autorizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump foi realizada por forças especiais norte-americanas e também resultou na detenção de sua esposa, Cilia Flores, sendo ambos levados para Nova York para responder a acusações criminais.

Os pesquisadores documentaram 10.853 vítimas de execuções extrajudiciais. As forças de segurança concentraram os assassinatos em bairros populares da Venezuela, com policiais e militares tendo jovens entre 18 e 30 anos como principais alvos da repressão estatal.

Agentes dos serviços de inteligência também passaram a perseguir lideranças sociais de forma sistemática. Defensores de direitos civis relataram ainda ameaças constantes. O levantamento aponta um aumento de 196% em comparação com estudos anteriores.

Os dados referem-se, em sua maioria, a supostas execuções extrajudiciais, embora também incluam mortes registradas durante os anos de 2014 e 2017, períodos marcados por protestos em massa no país.

O número de casos aumentou até 2020, quando começou a apresentar queda, segundo a Provea. Em 2023, o total de vítimas fatais atribuídas a essas forças foi de 620, em sua maioria jovens entre 18 e 30 anos. A Polícia Nacional Bolivariana (PNB) foi apontada como responsável por cerca de 30% dos casos.

Por Douglas Lima