Pessoas que se sentem feias tendem a apoiar mais a esquerda, diz estudo
Um estudo de 2014 da Universidade de Stanford, de Peter Belmi e Margaret Neale, voltou a circular forte nas redes: pessoas que se percebem menos atraentes tendem a apoiar mais ideias igualitárias e de esquerda.
O trabalho mostra que quem se considera mais bonito:
- Se vê em posição social mais alta;
- Aceita melhor desigualdades;
- Apoia menos políticas redistributivas.
Já quem se acha menos atraente demonstra maior empatia com igualdade social, aproximando-se de valores progressistas.
O efeito é pequeno, baseado em auto-percepção (não beleza objetiva) e controlado por outros fatores. Não é causa direta: classe, educação e vivências pesam muito mais.
No Brasil, o achado foi transformado em meme político desde 2015, com títulos provocativos como “feios são mais de esquerda”. A versão 2025 segue a mesma trolagem: direita = bonito e vencedor; esquerda = feio e ressentido.
Cientistas Políticos de Esquerda dizem sobre o tema: correlação fraca, sem causalidade comprovada.
Já Cientistas Políticos de Direita veem nexo na pesquisa com a atualidade.