Em coletiva do Aeroporto de Brasília, Bolsonaro cita casal ji-paranaense ao ser questionado sobre Golpe, 8 de Janeiro e outros assuntos

O ex-presidente diz que estudou medidas 'dentro das quatro linhas da Constituição Federal'.

Em coletiva do Aeroporto de Brasília, Bolsonaro cita casal ji-paranaense ao ser questionado sobre Golpe, 8 de Janeiro e outros assuntos

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a Brasília, na noite de segunda-feira (25/11), após uma viagem ao Nordeste, e concedeu uma coletiva de imprensa no Aeroporto Internacional da capital federal. Durante fala de mais de 20 minutos, Bolsonaro negou ter tramado um golpe de Estado e disse que apenas estudou "todas as medidas possíveis dentro das quatro linhas". 

"É um absurdo o que estão falando. Da minha parte, nunca houve discussão de golpe. Se alguém viesse discutir golpe comigo, ia falar: ‘Tudo bem, e o day after? E o dia seguinte, como fica o mundo perante a nós?’ Todas as medidas possíveis, dentro das quatro linhas, dentro da Constituição, eu estudei", disse. 

"A palavra golpe nunca esteve no meu dicionário. Desde quando eu assumi, em 2019, eu vinha sendo acusado em querer dar um golpe", garantiu Bolsonaro, que iniciou a coletiva de imprensa afirmando que "a situação é extremamente grave, as acusações realmente são terríveis". 

Anistia para os envolvidos no 8 de janeiro

O ex-presidente também foi questionado sobre o Projeto de Lei (PL) da anistia, em tramitação na Câmara e no Senado, e disse que o inquérito do golpe não ameaça o projeto. "Podemos aprovar na comissão, mas não teria clima para aprovar no plenário da Câmara. Mas eu não vejo ameaça, é algo completamente diferente. A lei de 1979 mesmo, o que foi anistiado foi crime de sangue, terrorismo, bombas", citou.

Bolsonaro também voltou a questionar às urnas eletrônicas e defender o voto impresso, e disse não ter "cabimento" ficar inelegível por criticar o sistema eleitoral. "Eu defendo o voto impresso desde 2012, defendia como deputado federal, já tive emenda minha aprovada. A Dilma vetou, nós derrubamos. O STF disse que era inconstitucional. Agora, quem entrou com uma ação contra mim, foi o Carlos Lupi exatamente por causa do voto impresso. Se você pegar há quatro anos atrás, no horário das inserções partidárias, o Carlos vai à televisão e fala claramente 'sem voto impresso é certeza na fraude'. Ele fala isso, vários outros parlamentares apresentaram projeto nesse sentido. Agora você tornar alguém inelegível, porque critica um sistema eleitoral, não tem cabimento", falou.

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Confira a coletiva na íntegra e o fragmento da fala em relação a senhora ji-paranaense cujo esposo está exilado na Argentina, aos 30 minutos e 40 segundos da entrevista.

ENTREVISTA COMPLETA AQUI 

Com informações de Correio Braziliense