Dieta Mediterrânea Pode Reduzir o Risco de Depressão em Mulheres, Diz Estudo
Estudo revela que mulheres que seguem a dieta mediterrânea, rica em peixes e ácidos graxos monoinsaturados, apresentam 60% menos propensão a sintomas depressivos. A pesquisa, baseada em dados do Estudo NutBrain, envolvendo 325 homens e 473 mulheres entre 65 e 97 anos, destaca a redução significativa no risco de depressão, especialmente nas mulheres que aderem estritamente à dieta
Segundo pesquisadores, aquelas que seguiram rigorosamente a dieta foram 60% menos propensas a apresentarem sintomas depressivos.
Mulheres que consumiam mais peixes e aderiam à dieta mediterrânea apresentaram menor risco de depressão, conforme revelado por um estudo. A dieta mediterrânea, conhecida por seus benefícios à saúde, como a redução do colesterol, risco de demência e câncer, foi recentemente classificada como a melhor dieta a ser seguida em 2024, segundo o ranking global do US News & World Report. Agora, uma nova pesquisa sugere que esse padrão alimentar pode reduzir a incidência de depressão em mulheres.
O achado foi publicado em fevereiro na revista científica British Journal of Nutrition e indicou que mulheres que adotaram uma dieta semelhante à mediterrânea eram 60% menos propensas a terem depressão. Vale ressaltar que os mesmos efeitos não foram observados em homens.
Para conduzir o estudo, os pesquisadores utilizaram dados do Estudo NutBrain, que envolveu 325 homens e 473 mulheres com idades entre 65 e 97 anos, com uma média de 73 anos.
Cada participante respondeu a um questionário com 102 perguntas sobre sua alimentação diária, permitindo aos pesquisadores pontuar as dietas com base na proximidade com a alimentação mediterrânea. Os participantes foram então divididos em três grupos, com base em quão rigorosamente seguiam a dieta.
Além disso, os indivíduos foram avaliados quanto aos sintomas de depressão usando a Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos. No geral, 19,8% dos participantes relataram sintomas depressivos, sendo 27,9% das mulheres e 8,0% dos homens.
Segundo o estudo, as pessoas que seguiram mais rigorosamente a dieta mediterrânea tiveram 55% menos chances de apresentarem sintomas depressivos. No caso das mulheres desse grupo, a probabilidade de relatar sintomas de depressão foi reduzida em 60%.
Os pesquisadores também descobriram que o consumo de mais peixe e ácidos graxos monoinsaturados (encontrados no azeite de oliva, óleo de canola, azeitona, abacate e oleaginosas), em comparação com ácidos graxos insaturados (óleo de soja, milho e girassol), estava associado a uma maior redução na depressão.
No grupo que seguiu mais rigorosamente a dieta mediterrânea, a redução no risco de depressão foi de 44%, sendo que as mulheres experimentaram a maior redução, atingindo 56%. Conforme indicado pelo estudo, para cada grama de peixe consumido por dia, houve uma diminuição de 2% no risco de depressão entre as mulheres.
Adicionalmente, os pesquisadores observaram que o consumo de três ou mais porções de peixe fresco reduziu em 62% o risco de depressão. Comparando com ácidos graxos saturados (presentes no óleo de coco, creme de leite, leite integral, manteiga, queijos, carnes vermelhas e chocolate, entre outros), as mulheres que consumiam mais ácidos graxos monoinsaturados tiveram um risco 42% menor de sintomas depressivos.
Em relação aos homens, o consumo de nozes e frutas reduziu o risco de sintomas depressivos em 82%.