Os Adélios Sem Faca: O pacto que prendeu Bolsonaro e condenou a Direita à morte por Asfixia
Um homem despertou o Brasil e reacendeu a chama do patriotismo no coração de cada brasileiro. Não foi Zema, não foi Caiado, não foi Renan, não foi nenhum surfista de ocasião do PL.
A quem interessava Bolsonaro fora do jogo? Repare em quem lucra com o silêncio dele e em quem, no nosso campo, subiu de degrau desde que a cela se fechou.
Em 323 a.C., Alexandre, o Grande, morreu jovem e sem herdeiro claro. Perguntaram a quem deixava o império; a lenda diz que respondeu: “Ao mais forte”. Foi o bastante. Seus generais, que juravam lealdade em vida, dilaceraram em quarenta anos de guerra o que ele erguera em treze. Não foi Roma nem a Pérsia que destruiu seu legado. Foram os companheiros de mesa, cada um certo de que merecia a coroa.
A História se repete porque a natureza humana é constante, e a vaidade é a mais barata das paixões.
Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses em domiciliar. Retirado o comando, o roteiro se desenrola em bom português. Cada tenente que prestava continência ontem descobriu hoje que sempre foi general.
O sistema entendeu perfeitamente o que a direita finge não ver. A Faria Lima, os grandes bancos, os caciques partidários, a alta magistratura que legisla de toga: a velha casta que Raymundo Faoro chamou de os donos do poder. Esse bloco não precisou vencer o bolsonarismo; bastou remover a cabeça e confiar o resto à mesquinhez alheia.
Zema ataca Flávio nos mesmos palanques onde o PL sustenta o Novo, sem o qual sua legenda sequer cruzaria a cláusula de barreira. Mas o fogo mais covarde vem de dentro, sob a própria sigla. Um jogo ensaiado de vídeos gravados a esmo e notícias plantadas na imprensa amiga, tudo para corroer o nome escolhido pelo capitão.
A sobrevida de Lula não é acaso. O petista desidratava a passos largos, Flávio despontava como o grande favorito, e então alguém decidiu agir outra vez.
Há uma só saída, e ela incomoda profundamente quem prefere um trono pequeno sobre escombros à vitória partilhada: Bolsonaro livre. Deveria ser a pauta número um, a única capaz de reordenar o caos.
Roma matou César para salvar a República e acabou ganhando o Império. Toda traição que se julga esperta paga, cedo ou tarde, o preço da própria esperteza.
Por Felipe Telles - Mundo Coneservador